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Depreciação: conheça os tipos e saiba como calcular 

Pilha de moedas no formato decrescente. Acima, uma seta vermelha que indica a queda.

A depreciação é o processo contábil que registra a perda de valor de um bem ao longo do tempo. 

Na prática, ativos como máquinas, veículos, equipamentos e móveis perdem valor à medida que são utilizados na operação da empresa ou se tornam obsoletos. Por isso, compreender como funciona a depreciação é essencial para manter um controle patrimonial preciso e garantir maior transparência nas demonstrações financeiras. 

Além disso, acompanhar corretamente a taxa de depreciação de máquinas e equipamentos ou a depreciação de móveis e utensílios permite que a empresa planeje investimentos, projete orçamentos com mais precisão e evite inconsistências contábeis. 

Neste artigo, você entenderá o que é depreciação e como ela funciona. Além disso, verá quais são os principais tipos e como calcular esse indicador na prática. 

Índice – Neste artigo, você confere: 

  1. O que é depreciação? 
  1. Como funciona a depreciação? 
  1. Tipos de depreciação
  1. Depreciação contábil e fiscal: qual a diferença? 
  1. Entenda quais ativos podem ser depreciados e quais são exceções 
  1. Como calcular a depreciação de um bem 
  1. Impacto da depreciação nas demonstrações financeiras 
  1. FAQ 

O que é depreciação? 

Depreciação representa a perda de valor de um bem ao longo do tempo, seja ele tangível ou intangível. Essa desvalorização pode ser causada pelo uso frequente, desgaste natural ou obsolescência. 

Em termos contábeis, ela registra a redução gradual do valor de ativos como maquinários, veículos e equipamentos à medida que a empresa utiliza esses bens em suas operações. 

Além disso, o registro atualiza o valor dos ativos no patrimônio da empresa e impacta diretamente o lucro líquido, pois reconhece uma despesa contábil ao longo da vida útil do bem 

Dessa forma, a empresa evita manter o ativo registrado sempre pelo valor original de compra. 

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Como funciona a depreciação? 

O processo distribui o custo de um bem ao longo de sua vida útil estimada. 

Na prática, a empresa reconhece periodicamente uma despesa contábil que representa o desgaste ou o consumo daquele ativo ao longo do tempo. 

Essa distribuição ocorre de forma sistemática, normalmente mês a mês ou ano a ano, conforme as normas contábeis e fiscais vigentes. 

Por exemplo, imagine uma empresa que adquiriu uma máquina de R$ 100.000, com vida útil de 10 anos

Dessa forma, nesse caso, ao aplicar uma taxa de depreciação de 10% ao ano, a empresa registra R$ 10.000 anual. Consequentemente, esse valor entra como despesa, reduzindo o lucro tributável e reflete o uso do ativo na operação. 

Depreciação contábil e fiscal: qual a diferença? 

Na prática, a contábil e a fiscal representam duas formas de registrar a perda de valor de um bem. Abaixo, você confere as diferenças de ambos: 

Contábil 

Reflete a perda de valor real dos ativos. Nesse caso, a empresa define a taxa de máquinas e equipamentos com base na vida útil estimada e no uso efetivo do bem. 

Esse método serve principalmente para apresentar a situação patrimonial nas demonstrações financeiras. 

Fiscal 

Segue regras definidas pela Receita Federal. Seu objetivo consiste em determinar qual valor a empresa pode deduzir como despesa operacional, impactando diretamente o cálculo do imposto de renda e da contribuição social. 

Portanto, as empresas precisam acompanhar ambos os tipos para garantir conformidade fiscal e precisão nas análises financeiras. 

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Tipos de depreciação

A gestão financeira utiliza diferentes métodos para registrar a perda de valor dos ativos. Entre os principais estão: 

Linear 

É o método mais comum e simples. Ele distribui o valor do bem igualmente ao longo de sua vida útil 

Acelerada 

Nesse método, o ativo perde mais valor nos primeiros anos de uso. Dessa forma, com o passar do tempo, o valor depreciado diminui. 

Empresas utilizam esse modelo principalmente quando o desgaste do ativo ocorre de forma mais intensa no início de sua operação. 

Acumulada 

Representa a soma de toda a depreciação registrada ao longo do tempo para um determinado ativo. 

Além disso, esse indicador permite acompanhar quanto do valor original do bem já foi depreciado, além de facilitar a análise do valor contábil líquido do ativo. 

Gerencial 

Por fim, a do tipo gerencial não segue obrigatoriamente as regras fiscais. As empresas utilizam esse método internamente para analisar investimentos, planejar reposições de ativos e apoiar decisões estratégicas

Entenda quais ativos podem ser depreciados e quais são exceções 

Nem todos os bens de uma empresa podem sofrer depreciação. Em geral, bens tangíveis utilizados na operação são elegíveis, como: 

  • Máquinas e equipamentos industriais; 
  • Móveis e utensílios de escritório; 
  • Veículos de transporte e logística; 
  • Computadores e periféricos. 

Por outro lado, alguns ativos que não sofrem são: 

  • Terrenos; 
  • Obras de arte; 
  • Bens que não participam da operação da empresa. 

Isso ocorre porque esses ativos não perdem valor com o uso ao longo do tempo. 

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Como calcular a depreciação? 

O método mais utilizado pelas empresas é a depreciação linear. Nesse modelo, utiliza-se a seguinte fórmula: 

Depreciação anual = (Valor de aquisição – Valor residual) / Vida útil 

O valor residual representa o montante estimado que o ativo ainda terá ao final de sua vida útil. 

A partir desse cálculo, a empresa define a despesa reconhecida periodicamente. 

Exemplo prático

Uma empresa compra um equipamento por R$ 80.000, com valor residual de R$ 8.000 e vida útil de 8 anos. Aplicando a fórmula: 

Depreciação anual = (80.000 – 8.000) / 8 = R$ 9.000. 

Com esse resultado, o setor financeiro pode definir a taxa de depreciação de ativo, além de ajustar projeções orçamentárias e analisar o impacto no fluxo de caixa. 

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Impacto da depreciação nas demonstrações financeiras 

O impacto da depreciação é diretamente no balanço patrimonial e a demonstração do resultado do exercício (DRE). 

No balanço patrimonial, ela reduz o valor contábil dos ativos imobilizados. Por outro lado, na DRE, aparece como despesa operacional, reduzindo o lucro líquido. 

Além de representar com mais precisão a realidade financeira do negócio, a depreciação também funciona como ferramenta estratégica de planejamento financeiro e controle patrimonial. 

Portanto, quando a empresa automatiza esse processo em uma plataforma de gestão financeira, os dados de ativos se integram entre diferentes áreas, relatórios são atualizados automaticamente e as equipes reduzem o risco de erros operacionais. 

FAQ 

Qual é o conceito de depreciação? 

Depreciação é o processo contábil que registra a perda de valor de um ativo ao longo do tempo. Essa redução ocorre devido ao uso, desgaste natural ou obsolescência. Empresas utilizam para distribuir o custo de bens do ativo imobilizado ao longo de sua vida útil. 

O que significa depreciar um ativo? 

Depreciar um ativo significa reconhecer contabilmente a redução gradual do seu valor ao longo do tempo. Esse processo ocorre porque bens como máquinas, veículos e equipamentos perdem valor à medida que são utilizados nas operações da empresa. 

Como calcular a depreciação de um bem? 

O cálculo mais comum utiliza o método linear. Nesse modelo, aplica-se a fórmula: 
Depreciação = (Valor de aquisição – Valor residual) ÷ Vida útil
O resultado representa o valor que deve ser reconhecido como despesa de depreciação em cada período. 

Quando começa a depreciação de um bem? 

A depreciação começa quando o ativo está disponível para uso na operação da empresa, mesmo que ainda não esteja sendo utilizado continuamente. Esse princípio segue normas contábeis como o CPC 27, que regulamenta o tratamento do ativo imobilizado. 

Quais bens podem ser depreciados? 

Podem ser depreciados bens tangíveis utilizados nas atividades da empresa, como máquinas, equipamentos, veículos, móveis e computadores. Esses ativos perdem valor ao longo do tempo devido ao uso ou desgaste operacional. 

Quais bens não sofrem depreciação? 

Alguns ativos não sofrem depreciação porque não perdem valor com o uso. Entre eles estão terrenos, obras de arte e bens que não participam da operação da empresa.