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Quais são os tipos de amortização em contratos

No universo dos contratos de financiamento, a amortização é um tema recorrente e extremamente importante. Através dela, é possível entender como funciona o pagamento das parcelas e como o saldo devedor é reduzido ao longo do tempo.

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Por isso, é fundamental que gestores e profissionais financeiros conheçam os diferentes tipos de amortização e saibam avaliar qual é o mais adequado para cada situação. O processo começa por entender qual é o tipo ideal para o seu negócio.

A seguir, vamos explorar os diferentes tipos de amortização utilizados em contratos e explicar as características de cada um deles.

O que é amortização?

Antes de conhecer os tipos de amortização em contratos, é preciso entender o que é este processo. Basicamente, a amortização é a forma como um empréstimo é pago, na qual a dívida é reduzida gradualmente ao longo do tempo através do pagamento de parcelas, diminuindo os impactos na gestão orçamentária.

Durante a amortização, parte do valor pago nas parcelas é destinado à quitação do saldo devedor, enquanto outra parte é destinada ao pagamento de juros. A escolha do tipo de amortização mais adequado dependerá das necessidades e capacidades financeiras de cada pessoa ou empresa.

Quais são os tipos de amortização?

Existem diferentes formas de amortização que são aplicadas em contratos de financiamento. As principais delas são: o Sistema de Amortização Constante (SAC), a Tabela Price (sistema francês), o Sistema Americano de Amortização (SAA) e a Amortização Extraordinária. Confira mais detalhes a seguir.

Amortização SAC

O Sistema de Amortização Constante (SAC) é um dos sistemas mais utilizados em contratos de financiamento imobiliário. Nele, o valor da parcela é calculado de forma que a amortização seja constante e as taxas de juros variem ao longo do tempo.

Ou seja, o valor das parcelas diminui ao longo do tempo, já que a dívida é reduzida gradualmente. Esse sistema é vantajoso para quem quer pagar menos juros ao longo do tempo e tem condições de pagar parcelas maiores no início do contrato.

Tabela Price (sistema francês)

A Tabela Price, também conhecida como sistema francês, é outro sistema muito utilizado em financiamento imobiliário. Nele, o valor das parcelas é fixo ao longo do tempo, mas a amortização varia, sendo menor no início do contrato e maior no final.

Ou seja, os juros são calculados sobre um saldo devedor que diminui mais lentamente do que na amortização SAC. Esse sistema é vantajoso para quem precisa de parcelas mais baixas no início do contrato, mas está disposto a pagar mais juros ao longo do tempo.

Sistema Americano de Amortização (SAA)

O Sistema Americano de Amortização (SAA) é um sistema onde o valor da parcela é composto apenas pelos juros, enquanto o valor principal é pago em uma única parcela no final do contrato. Esse sistema é comum em empréstimos para empresas e pessoas jurídicas, que possuem uma grande entrada de recursos no final do contrato.

Amortização Extraordinária

A Amortização Extraordinária é uma forma de antecipar o pagamento das parcelas ou quitar a dívida integralmente antes do prazo estipulado em contrato. Essa forma de amortização é vantajosa para quem deseja reduzir o prazo do contrato e economizar em juros no longo prazo, além de pode ser utilizada para diminuir o valor da parcela mensal.

Vale a pena amortizar contratos?

A resposta para essa pergunta não é simples, já que a decisão de amortizar ou não um contrato depende de diversos fatores, como o prazo, a taxa de juros aplicada, a capacidade de pagamento do devedor, entre outros impactos na gestão orçamentária.

Uma maneira de avaliar se a amortização vale a pena ou não é observando a questão dos juros. Em contratos com taxas de juros mais altas, a amortização pode ser uma ótima opção para reduzir o valor total a ser pago. Isso acontece porque, quanto mais cedo a dívida for paga, menos juros serão acumulados ao longo do tempo.

Por outro lado, em contratos com taxas de juros mais baixas, a amortização pode não fazer tanto sentido, já que o valor dos juros a serem pagos não será tão alto. Nesses casos, é importante avaliar se o dinheiro que seria utilizado para a amortização poderia ser investido em outra coisa que rendesse um retorno maior.

Além disso, deve-se lembrar que a decisão de amortizar um contrato deve levar em consideração a capacidade de pagamento do devedor. De nada adianta reduzir a dívida se isso for trazer problemas financeiros no curto prazo.

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